A manutenção e a conservação adequadas dos pneus para caminhão são vitais para a segurança nas estradas. Cuidar deles de forma correta evita gastos desnecessários em várias partes mecânicas do veículo. Além disso, resguardar e conservar essas peças essenciais de forma adequada garante a você e aos demais usuários de rodoviasa segurança para rodar Brasil afora.

Descubra no texto a seguir dicas importantes para ter condições de dirigir com mais tranquilidade e não gastar além do necessário na manutenção do caminhão. Acompanhe!

1. Sulcos e o limite de segurança nos pneus para caminhão

Uma boa observação dos pneus pode contar como grande medida preventiva. Isso mesmo: olhe bem para eles e preste atenção a seus sulcos. Os sulcos são cortes feitos na fábrica (qualquer outra fenda é perigo na certa!). É importante observar sua profundidade, pois ela indica o quão gastos estão os pneus. O termo técnico para isso é indicador de desgaste de rodagem (Tread Wear Indicator – TWI).

A resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) nº 558/80 determina que os sulcos não podem ter menos de 1,6 mm. Se você não confia no seu olhar ou a medida está muito complicada de avaliar, use uma moeda de R$ 1: coloque-a no centro da banda do pneu e, se for possível ver sua parte dourada, está na hora de trocar os pneus.

Quando está com os sulcos gastos, o pneu é chamado de careca. Rodar com eles nesse estado coloca vidas em risco, pois o caminhão perde estabilidade e há mais chances de derrapagens e de diminuição da capacidade de frenagem. Em pistas molhadas, a situação piora: o veículo pode patinar e, nesse caso, o motorista tem pouca chance de conseguir estabilizá-lo.

Além disso, pneus com sulcos gastos podem estourar facilmente. Por isso, é importante observar bem a profundidade dessas fendas e, em caso de dúvidas, consultar as recomendações do fabricante.

Quem não cuida do estado do pneu também corre risco de ser multado. O artigo 230 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) considera infração conduzir veículos em mau estado de conservação, o que inclui os pneus. A infração é grave, soma cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e prevê multa de R$ 195,23. E esse valor pode aumentar se houver mais de um pneu muito desgastado.

Vale lembrar que, quem acumula 20 pontos na CNH em um período de 12 meses tem o direito de dirigir suspenso. Isso representa um enorme prejuízo para motoristas profissionais, já que eles ainda vão precisar pagar um curso de reciclagem.

2. Balanceamento e alinhamento

O caminhão está puxando para um lado? Há a sensação de trepidação no piso mesmo em vias bem conservadas? O volante vibra? Esses sinais indicam que o veículo necessita, com urgência, de alinhamento e balanceamento. Afinal, eles são bem-vindos em uma montanha-russa, não em um caminhão rodando na estrada.

O balanceamento deve ser feito quando o caminhoneiro percebe que há mau funcionamento do conjunto de roda e pneu. Um caminhão sem balanceamento adequado está sujeito a perder tração e estabilidade, além de causar gasto acentuado nos pneus.

Perceber que o veículo necessita de alinhamento é mais fácil: basta observar se ele puxa para um lado quando é conduzido em uma reta, por exemplo. O caminhão começa a puxar mais para a direita ou para a esquerda em geral após um impacto na suspensão ou o desgaste irregular de alguma peça. Mantê-lo alinhado é ter a certeza de rodar com um veículo estável e seguro.

Tanto o alinhamento quanto o balanceamento são serviços que devem ser feitos com frequência. Os montadores sugerem que sejam executados a cada 10 mil Km rodados.

3. Calibragem correta dos pneus

Trata-se de uma atitude simples, que não demanda muito tempo. É, na verdade, um investimento baixo que rende muito: calibrar os pneus pelo menos duas vezes na semana pode até tirar alguns minutos da sua viagem, mas você já pensou no que pode acontecer se a calibragem não for mantida em condições ideais?

Um pneu bem calibrado tem vida útil maior. Já um que não recebe os devidos cuidados de calibragem influencia o aumento do consumo de combustível, além de ter desgaste maior e a estabilidade comprometida.

É importante não calibrá-los de mais nem de menos: siga as instruções de calibragem e as especificações do fabricante. Além disso, a calibragem excessiva pode resultar no estouro do pneu. Sempre que calibrar o estepe, insira algumas libras a mais para compensar o esvaziamento natural. Assim, quando tiver de usá-lo numa emergência, ele não estará murcho.

Em resumo, quando a calibragem está baixa, há maior consumo de combustível, a direção fica pesada, é mais difícil fazer curvas e, durante a frenagem, é possível ouvir barulho de “cantar de pneu”, entre outros. Se ela estiver acima do indicado, por outro lado, há desgaste no centro de rodagem, mais chance de o pneu estourar e menor área de contato com o chão, o que afeta a estabilidade.

De acordo com pesquisa, estima-se que, ao rodar com o pneu descalibrado, o consumo de combustível aumenta em até 20%. Essa porcentagem é muito alta, principalmente com os preços atuais, e faz toda a diferença no lucro do motorista autônomo ou da empresa de frota.

Procure verificar a pressão logo pela manhã e antes de rodar por muito tempo na cidade ou na estrada. O calor influencia a pressão e quanto mais quente os pneus estiverem, menos precisa será a calibragem.

4. Rodízio de pneus

Uma dica valiosa, que pode ser encontrada no manual do fabricante, é fazer o rodízio entre os pneus do caminhão sempre que indicado. Essa troca busca diminuir a diferença no desgaste e deve acontecer a cada 10 mil Km. O rodízio melhora a eficiência e proporciona uma vida útil maior aos pneus, além de melhorar a estabilidade em curvas e freadas.

Dependendo do tipo de caminhão, existem orientações específicas para que o rodízio seja feito de forma eficiente e que equilibre o desgaste dos pneus. Em caminhões toco, o revezamento no eixo dianteiro deve ocorrer, inicialmente, com a troca de lado. Depois, os pneus devem ir para a traseira. Há, ainda, uma regra básica: comece pelos pneus de fora para depois lidar com os internos.

Nos caminhões truck, os pneus dianteiros devem trocar de lado: o que está no lado interno deve ser revezado com o da parte externa e vice-versa. Para os semirreboques, primeiramente, os pneus devem ser revezados nos lados interno e externo. Só depois é que devem ser trocados de eixo. Quando o rodízio chegar ao último eixo, pode-se voltar ao primeiro, mas isso só é possível se a borracha ainda estiver em boas condições de rodagem.

Entre as técnicas de rodízio, há os métodos cruzados e longitudinal. O primeiro é o mais utilizado pelos caminhoneiros, mas pode produzir vibrações no veículo enquanto a borracha se adapta ao desgaste. No revezamento longitudinal, esse efeito é reduzido. Durante essas trocas, é fundamental manter as rodas e os aros. Se eles forem diferentes, as trocas não podem ser feitas — ainda mais se os tamanhos não forem iguais.

Executar essas técnicas pode ajudar o caminhoneiro a aumentar a vida útil dos pneus. Se a economia (de não precisar gastar com itens novos antes da data esperada) for colocada na calculadora, o planejamento financeiro vai ser mais positivo para o motorista ou para a empresa de frota.

5. Componentes interligados

É importante frisar que rodas e pneus não trabalham sozinhos no caminhão. Além dos cuidados com eles, é importante garantir que os outros elementos estejam em perfeito funcionamento. Componentes como eixo, rolamentos, freios, molas e amortecedores são afetados diretamente pela condição de uso dos pneus e das rodas.

Quando as borrachas estão desgastadas ou o alinhamento e o balanceamento não estão em dia, há sobrecarga principalmente em molas, amortecedores, eixo e borrachas utilizadas na suspensão. Como todo esse sistema está interligado, o desgaste de um faz os outros estragarem mais rapidamente. Assim, durante uma viagem, por exemplo, se parte da suspensão for danificada por um buraco, um pneu em boas condições pode sofrer e ficar careca na parte interna ou externa.

6. Limpeza

A limpeza de pneus e rodas, embora pareça bobagem, é um cuidado relativamente simples cuja importância vai muito além da estética. Por estarem em contato direto com o asfalto, pneus e rodas acumulam muitos rejeitos e alguns deles podem encurtar a vida útil desse componente —e, eventualmente, ter o potencial de causar algum incidente.

Além do risco direto de que algum produto corte a borracha, a sujeira acumulada pode influenciar no balanceamento e no alinhamento do pneu. Com isso, ele pode passar a ter desgaste excessivo interna ou externamente. Por isso, manter as rodas e os pneus limpos é uma dica de conservação e segurança.

Evite, porém, utilizar produtos agressivos, como querosene e abrasivos. Um jato de água forte ajuda a tirar o barro e outras substâncias, sem a necessidade de produtos químicos. Fique atento, ainda, para retirar resíduos de graxa, óleo, pedaços de borracha, galhos, barro, restos de comida e materiais pontiagudos.

Seguir essas recomendações para os pneus do caminhão representa respeito às regras de trânsito. Além disso, ajuda a garantir segurança nas estradas e vantagens econômicas para não onerar o planejamento financeiro.

Se você se preocupa com os pneus para caminhão, vai gostar de saber que é possível aumentar em até 20% a vida útil desse componente. Quer saber como? Veja aqui.

One thought on “Como fazer a manutenção de rodas e pneus do caminhão

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