Gastar menos com a substituição de pneus, economizar combustível e aumentar a segurança no trânsito são três vantagens ligadas ao rodízio dos pneus do caminhão. Por isso, é tão importante atentar para essa manutenção preventiva.

Aprenda, agora, algumas dicas valiosas sobre o assunto. Boa leitura!

Desgaste excessivo da borracha

Os pneus são expostos, de forma diferente, a desgastes, dependendo do eixo em que eles estão e do lado, porque pode ser que haja excesso de peso lateral. Em geral, a borracha que está sendo usada para puxar o caminhão vai sofrer um esforço maior e tende a ter um desgaste mais constante.

Sem contar que, no eixo traseiro, os pneus ficam expostos ao peso da carga de forma diferente. A borracha vai ser mais desgastada do que no eixo dianteiro também. Sem o rodízio, pode ser que você tenha que gastar dinheiro para comprar unidades novas ou fazer recapagem, quando há a possibilidade de economizar. 

Se a borracha sofre um desgaste excessivo, e algum dos pneus fica careca, há risco para a segurança do motorista, sem contar que você pode ser multado, ter o veículo apreendido e sofrer cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) por infração (multa grave), conforme especifica os artigos 258 e 259 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Quem acumula 20 pontos em um período de 12 meses tem o direito de dirigir suspenso por um período de seis meses a um ano. Por pneu careca, a multa é de R$ 195,23 (infração grave).

Aumento da vida útil com o rodízio dos pneus do caminhão

O rodízio dos pneus do caminhão permite que você evite comprar produtos novos antes do tempo recomendado e, conforme a Scania, é possível aumentar em 20% a vida útil deles, que é estimada em 60 mil quilômetros, em média (o que representa poder andar até 72 mil quilômetros).

O caminhoneiro profissional que faz a alternância garante que os pneus terão um desgaste equilibrado. Quando há um pneu mais gasto que o outro, há também a possibilidade de aumentar o esforço sobre uma determinada roda e tirar a estabilidade em curvas e freadas. O resultado é que essa irregularidade pode gerar possíveis danos a outras partes mecânicas e diminuir consideravelmente a sua segurança nas estradas.

As mudanças são indicadas para acontecer a cada 10 mil quilômetros, via de regra. Alguns fabricantes têm orientações específicas por conta da carga que é transportada e do tipo de uso do veículo.

Esse cuidado na manutenção também influencia no gasto de combustível. Afinal, se o caminhão pode rodar de forma mais equilibrada, significa que menos consumo será demandado porque o esforço do motor é menor. Mantê-los calibrados (a verificação precisa ser com o pneu frio) é outro cuidado que tem resultado direto em quanto o veículo gasta para rodar.

Na mesma linha de manutenção preventiva, garantir o alinhamento das rodas e o balanceamento permitirá que o desgaste seja equilibrado, e a troca antes do prazo estabelecido pelas fabricantes seja evitada.

Modo de fazer

O rodízio precisa seguir algumas regras para, efetivamente, economizar a borracha e a mecânica do caminhão. Nos modelos toco (4×2), no eixo dianteiro, eles podem ser trocados de lado e, posteriormente, irem para a traseira (rodando primeiro nos pneus de fora e, depois, no lado interno).

Se for trucado (6×2), os dianteiros trocam de lado e, no truck, o pneu interno vai para o lado externo e vice-versa.

No semirreboque, os pneus devem revezar nos lados interno e externo e depois irem trocando de eixo, alternando também entre o lado interno e externo. Ao chegarem no último eixo do semirreboque, podem retornar para o primeiro, dependendo das condições de rodagem.

O chamado rodízio cruzado é o mais comum, mas o método longitudinal diminui vibrações no período de adaptação. Não se pode inverter rodas e aros que tenham tamanhos diferentes.

Quem cuida do rodízio dos pneus do caminhão consegue evitar alguns gastos, como pagar, em média, R$ 570 por pneu novo ou pouco menos em recapagem. Cuidados preventivos sempre valem muito e garantem segurança, o que não tem preço.

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