Já fizemos diversas abordagens sobre a pandemia do novo coronavírus e a influência dela sobre a rotina dos irmão de estrada, certo? Por isso, neste artigo traremos outra face da Covid-19 e o transporte de cargas: coronavírus na logística.

Com o distanciamento social, a insegurança dos consumidores aumentou. E, claro, a indústria precisou adaptar-se à demanda deste momento e até às transações internacionais foram impactadas.

Todos esses fatores estão na ponta de uma cadeia que é permeada pelo transporte de carga rodoviário. No qual, você, caminhoneiro, é um dos principais atores. Então, vamos entender qual impacto da pandemia no setor de transportes? Boa leitura!

Coronavírus e consumo da população

Para começo de conversa, quando uma crise sanitária surge por meio de uma pandemia, a crise econômica vem junto. E como, na maior parte dos casos, este fato é inevitável, o melhor caminho é minimizar seus danos. Contudo, o coronavírus é uma grande novidade para todo mundo que ainda tenta se adaptar à realidade.

Lembrando que a economia funciona com base na lei de oferta e demanda, ou seja, é preciso haver equilíbrio entre o que os consumidores precisam e o que é possível produzir. Assim, o mercado consegue funcionar com estabilidade.

Porém, o principal efeito do coronavírus na logística foi justamente a desestabilização entre oferta e demanda. Isso porque, no primeiro momento, houve um pico de demanda por insumos essenciais. Por exemplo, alimentos, máscaras de proteção, álcool em gel e até mesmo papel higiênico. Você provavelmente se lembra dos vídeos de grandes aglomerações em supermercados, certo?

Com o passar dos meses, os produtos continuaram a ser procurados. Afinal, nem mesmo uma pandemia faz com que milhares de famílias brasileiras parem de consumir itens básicos. Além das necessidades acima do normal de locais como hospitais e farmácias neste momento.

Por outro lado, os produtos considerado dispensáveis, por exemplo, vestuário, móveis e outros apresentaram uma queda significativa. Isso porque, diante do momento de crise, tanto os pequenos consumidores aos investidores ficam receosos sobre gastar dinheiro.

Se você está na estrada há muito tempo e tem vivenciado este período de crise, ou qualquer outro, já imagina onde nossa conversa vai chegar. Entenda melhor no próximo tópico o impacto da pandemia no setor de transportes.

Efeitos do coronavírus na logística

Com o novo coronavírus, o transporte de cargas foi declarado uma atividade essencial para o país por meio de um decreto do Governo Federal. Tal medida fez com que mesmo as cidades fechadas conseguissem receber os produtos transportados por nossos caminhoneiros.

Porém, diante dos fatores apresentados no último tópico, o setor de transportes sentiu a gravidade da mudança econômica. Pois, além de enfrentar desafios ao transitar pelas rodovias (desde estabelecimentos fechados à falta de medidas de proteção), a logística de transportes mudou.

Em primeiro lugar, com a oscilação entre a demanda e oferta dos insumos, é inegável que houve uma queda na demanda da população. Por isso, as viagens diminuíram, com muitas transportadoras quase paradas e caminhoneiros em casa.

Outro fator é que as indústrias tiveram que diminuir suas produções, já que o mercado não tem mais a mesma demanda do período anterior à pandemia. Ou seja, menos insumos e bens precisam ser transportados.

Além disso, até mesmo as exportações e importações sofreram com a pandemia. Isso porque muitos países fecharam suas fronteiras, a fim de diminuir o contágio pela doença.

Os acordos comerciais também foram suspensos ou tiveram a quantidade de insumos reduzida. Assim, o preço das commodities, por exemplo, que estão entre as cargas que circulam pelo país até os portos caíram.

Adaptação da logística de transportes na pandemia

Mesmo com os efeitos negativos mencionados e que são sentidos por todos, os brasileiros têm se reinventado e usado a criatividade para manter a sobrevivência de seus negócios. Assim como os caminhoneiros e as transportadoras.

Antes de mais nada, é preciso buscar um olhar positivo e refletir: houve apenas prejuízos até o momento? Não, pois setores de itens de primeira necessidade continuam mantendo um fluxo estável de fornecimento e circulação.

Além disso, as vendas online e o e-commerce se tornaram uma ótima opção para o comércio, fazendo com que a necessidade do serviço de transportes aumentasse neste sentido. Somente na primeira quinzena de março, quando tudo começou, as vendas online aumentaram 40% em comparação ao mesmo período de 2019.

Saídas para o setor de logística

Com a presença do coronavírus na logística, o setor de transportes está buscando três saídas para aproveitar melhor as oportunidades do momento. Sendo elas: flexibilidade, tecnologia e previsão de demandas. Entenda cada uma:

  1. Flexibilidade: ao invés de possuir apenas um fornecedor, os negócios estão em buscas de mais parceiros para que não fiquem sem os insumos necessários e consigam atuar melhor no suprimento de suas demandas;
  2. Tecnologia: transportadoras, distribuidores e caminhoneiros estão usando a tecnologia a seu favor, por meio de aplicativos, internet e recurso digitais, para calcular as melhores rotas com economia, verificar as cargas disponíveis para transporte, alinhar as quantidades e os preços, etc.

Além do constante incentivo da migração de inúmeros negócios para o formato online, o que aumenta a demanda dos consumidores e pode aumentar o número de viagens.

  1. Previsão de demandas: pode parecer complicado, mas acompanhar o mercado, o consumo do público, a forma de contenção da pandemia e outros fatores econômicos ajudam a tomar decisões mais promissoras em relação à logística e transportes.

Esperamos que com este artigo você consiga visualizar melhor o cenário do coronavírus na logística. Para manter-se ainda mais atualizado, acesse frequentemente o blog da AVEP Brasil. E se tiver dúvidas, é só deixar nos comentários!

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