Dependendo do uso que se faz do caminhão, muda o tipo de desgaste ao qual o veículo estará submetido. Por exemplo: se você trafega em estradas mal conservadas, provavelmente terá mais problemas nos amortecedores e suspensão, e até mesmo no para-brisa.

Há itens que se desgastam em quaisquer condições, mas podem ter sua vida útil reduzida devido às más condições das estradas e também por mau uso, como é o caso dos componentes de vidro. O choque de pedras e outros pequenos detritos no para-brisa acabam prejudicar esta parte fundamental do seu veículo, influenciando sua visibilidade.

Os vidros de caminhão que se localizam nas portas também sofrem bastante desgaste, seja pela ação dos mesmos objetos que danificam o para-brisa ou pela trepidação. Quer saber como aumentar a vida útil do para-brisa e qual o momento certo para trocá-lo? É só continuar a leitura!

O que estraga o para-brisa?

Antes de falarmos sobre como conservar melhor, quando e como trocar o para-brisa, é importante relembrar alguns dos fatores que podem reduzir a sua durabilidade. Conheça alguns deles:

  • Torção: a torção é uma das causas mais comuns de trincas no para-brisa.
  • Trincas por choque térmico: quando o carro fica muito tempo exposto ao sol e à chuva ou frio, caso aconteça choque térmico, ele pode trincar.
  • Granizo: a ocorrência de granizo é sempre um infortúnio na vida dos motoristas. Esse evento natural pode causar trincamentos nos vidros.
  • Palhetas: a falta de manutenção e/ou troca das palhetas também pode ser uma das causas de riscos no vidro devido ao seu ressecamento.
  • Pequenas pedras: em muitos casos, o desgaste do asfalto e mesmo do ambiente ao lado da estrada resulta em pequenas pedras e poeira que, em contato com o vidro do carro em movimento, podem danificar o para-brisa.

O que fazer para conservar o para-brisa?

Para prolongar a vida útil dessa importante parte do caminhão, o cuidado mais importante é dirigir de forma cautelosa – a famosa direção defensiva. Evitar dirigir em alta velocidade e fazer movimentos bruscos pode ajudar muito.

Ser mais moderado no ar condicionado também é uma boa estratégia. Mude a temperatura de forma gradativa para evitar o choque térmico. Existem adesivos que auxiliam no controle térmico dentro do veículo.

Fazer a troca periódica das palhetas é, também, uma questão importante. Por ficarem expostas ao sol e chuva, podem sofrer ressecamento e riscar o vidro.

Recomenda-se, ainda, não acionar o limpador caso o vidro esteja seco. Renove, sempre que possível, o reservatório do limpador!

Quando trocar o para-brisa?

Quando alguma avaria ocorrer no para-brisa, mesmo as mais simples, a recomendação é de trocar ou repará-lo. Afinal, a tendência é piorar com o passar do tempo.

Vale lembrar que os motoristas que não mantêm o para-brisa conservado e circulam com o item em condições precárias estão sujeitos a receber multas dos órgãos autuadores.

No caso de trincas, por exemplo, a multa é de R$ 127,69. Além disso, o motorista pode ter o veículo retido para a regularização e receber cinco pontos na carteira. Por isso, para não ter que arcar com o conserto e com as punições legais ao mesmo tempo, é bom fazer a troca ou reparação assim que o problema aparece.

Diferença entre troca e reparo do para-brisa

Dependendo do tipo de trinca, não é necessário trocar todo o equipamento. Assim que o vidro risca ou trinca, é importante protegê-lo contra umidade, oleosidade e poeira — existem películas auto-adesivas específicas para isso.

Um técnico especializado será capaz de dizer se é possível apenas reparar ou se é necessário fazer a troca completa. Em geral, o reparo pode ser feito quando a trinca é pequena — menor que 10mm — e recente. A região do para-brisa onde ocorreu a avaria também é relevante.

Caso o conserto não seja uma opção, você precisará fazer a troca completa. É importante ter cuidado na compra: sempre busque itens originais. Caso contrário, você poderá ter ainda mais dor de cabeça.

Como trocar o para-brisa?

Tantos cuidados com o para-brisa não poderiam ser diferentes, afinal, estamos falando da parte frontal do caminhão, que dá a visibilidade necessária para trafegar pelas rodovias brasileiras. Assim, além de saber quando trocar o componente, é necessário saber como, para procurar a resolução do problema o mais rápido possível.

Em primeiro lugar, é necessário procurar um profissional ou oficina que saiba como prestar esse serviço. Isso porque a tarefa não é simples e, além disso, pode causar mais danos se for realizada da forma incorreta.

Para os caminhoneiros, é sempre bom conhecer os processos que acontecem com seu veículo, então vamos ao passo a passo desta troca:

  1. Ferramentas: alguns recursos como estiletes e pistolas de aplicação, entre outros, são essenciais para possibilitar a troca, afinal, o vidro está bem colocado para evitar acidentes;
  2. Preparação: antes de retirar o para-brisa, é necessário retirar os componentes que o acompanham, como limpadores, para evitar danos em outras peças que continuarão a ser utilizadas;
  3. Remoção: em seguida, acontecerá a retirada do vidro, com o auxílio das ferramentas. É recomendado limpar o vidro antes do processo, além de fixar as ventosas, e realizar a operação de dentro para fora;
  4. Instalação: com o para-brisa defeituoso retirado, está na hora de instalar o novo vidro. Para isso, remova o restante de cola ou resíduos do componente recém tirado, para garantir a colocação ideal. Em seguida, serão aplicados produtos para fixação, tais como cola e primer. Por fim, será encaixado o vidro conforme as instruções de montagem.
  5. Finalização: Ao colocar o novo para-brisa, deve-se aguardar o tempo de secagem dos produtos sem utilizar o caminhão. Além disso, após a secagem é preciso colocar de volta os demais componentes da parte frontal.

Limpador de para-brisa

E, não se esqueça de outra peça importante que também precisa ser trocada ao longo do tempo: o limpador de para-brisa. Para identificar se os limpadores estão ou não em boas condições de uso, observe as seguintes características:

  • falhas de limpeza no local limpado pelas palhetas de borracha;
  • trepidações;
  • ruídos durante o uso.

Vale lembrar que a troca dos limpadores, ao contrário do para-brisa em si, pode ser realizada pelo próprio caminhoneiro.

Conclusão

Todo caminhoneiro cuida de seu veículo como um bem valioso e querido, afinal, é o nosso instrumento de trabalho. Estar atento ao para-brisa é uma forma de realizar esse cuidado e não ter gastos extras.

Porém, caso seja necessário trocar o componente, a ação não deve ser adiada. Isso porque, como mencionamos ao longo do artigo, o motorista pode ser penalizado ao trafegar com irregularidades como as trincas.

Sendo assim, para não ter problemas e conseguir executar sua função com tranquilidade, fique atento às observações anteriores e não deixe de buscar auxílio profissional caso precise de ajuda.

Ainda tem alguma dúvida sobre quando e como trocar o para-brisa? Deixe nos comentários.

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