Se você teve tempo para acompanhar as notícias mais atuais, já deve saber que existe uma proposta para acabar com a obrigatoriedade do exame toxicológico para caminhoneiros. Se você ainda não sabe, está tudo bem! Aqui vamos te informar sobre tudo.

Assim como todas as discussões, existem pessoas a favor e contra a pauta, incluindo os especialistas. Para que você reflita sobre o assunto e forme a sua própria opinião, vamos te apresentar as vantagens e desvantagens da proposta. Leia o texto até o final para conseguir debater melhor com seus irmãos de estrada esta situação.

Exame toxicológico: o que é

É claro que você já ouviu falar sobre a Lei do Caminhoneiro (ou do Motorista), não é mesmo? A Lei nº 13.103 está vigente desde 2015, em todo o país. A obrigatoriedade do exame está prevista em seu texto. 

O exame é solicitado para obtenção, alteração e renovação da CNH. E também para admissão e desligamento de motoristas da categoria C, D e E, contratados com a carteira assinada.

Mas, afinal, para que ele serve? O teste é utilizado para detectar substâncias como maconha, cocaína, anfetaminas e outras drogas. Não é detectável o uso de remédios antidepressivos, calmantes e energéticos.

Exame toxicológico: como é feito

Por ser um exame destinado aos motoristas, o teste só pode ser realizado em clínicas autorizadas pelo Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN). A regra serve para evitar possíveis fraudes e impedir que o caminhoneiro não faça o procedimento em lugares não confiáveis.

Para quem tem medo de agulhas, a boa notícia é que o instrumento não é utilizado no exame. Na realidade, não é possível sentir dor com o teste, pois o exame é feito a partir de uma amostra do cabelo ou do pelo.

Por meio do material coletado, o laboratório fará uma análise para apontar as substâncias presentes no paciente. Isso é possível porque a queratina do cabelo está ligada a corrente sanguínea e tudo que está presente nela.

Fim da obrigatoriedade: vantagens e desvantagens

Bom, agora que entendemos melhor o que é o exame toxicológico e de onde ele surgiu, está na hora entender qual impacto do seu possível fim. Já dizia o ditado: toda moeda tem duas faces. Então, vamos distribuir quais são elas?

Vantagens

  • Facilidade para conseguir a carteira de motorista, mudar de categoria ou renovar o documento: este ponto é a principal vantagem para quem é a favor do fim da obrigatoriedade do procedimento.

Quem já é habilitado sabe que até chegar esse momento, são muitos processos. Não ter que fazer o exame pode facilitar a vida dos profissionais na hora de serem contratados, afinal, é um passo a menos. 

  • Menos despesas: ser caminhoneiro (em especial autônomo) envolve diversos gastos, incluindo os exames toxicológicos. Isso mesmo que você leu! Em qualquer uma das situações em que o teste é solicitado, quem arca com os custos é o próprio motorista.

Por isso, o fim da obrigatoriedade pode trazer um alívio financeiro para os profissionais de transporte.

Desvantagens

  • Aumento do preço de seguros: de acordo com especialistas, a falta do exame pode significar mais riscos nas estradas, por consequência o valor cobrado por seguradoras aumentará.

A cobrança está relacionado ao risco potencial de acidentes. E é exatamente essa a segunda desvantagem da proposta.

  • Aumento de acidentes nas rodovias: também de acordo com especialistas, o exame evita que motoristas façam uso de drogas enquanto trabalham. Sem a obrigatoriedade do teste a situação pode mudar.

Conclusão

Ficou nítido que existem prós e contras em relação a proposta, não é mesmo? Em resumo, as pessoas preferem que os motoristas não sejam obrigados a passar pelo procedimento apontam que ele não é tão confiável, com margem para erro.  Além disso, para muitos não existe um controle das clínicas que realizam os exames. 

Já as pessoas que são contrárias à proposta, argumentam que o número de acidentes na estrada aumentará sem o exame. Por consequência, a vida de muitas pessoas seriam colocadas em risco.

De acordo com dados da Polícia Federal Rodoviária, o número de motoristas de caminhões e ônibus que utilizavam drogas caiu 60% desde que a lei foi implementada.

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