Caminhoneiros vivem viajando de um lado ao outro pelos estados brasileiros. Um dos maiores cuidados que esses trabalhadores devem ter é com a saúde. Doenças não só afetam o seu trabalho como toda sua vida.

Com os crescentes casos de febre amarela em diversas regiões do país, estes trabalhadores devem estar atentos para evitar os sérios problemas que essa doença pode causar.

Febre Amarela e Sintomas

A febre amarela é uma doença viral infecciosa transmitida pela picada de mosquitos. Desde 1942 não há registro de casos de febre amarela urbana no Brasil, apenas silvestre, que correm em florestas e áreas rurais.

Seus sintomas são bem variados, como dores no corpo em geral, dor de cabeça, febre, calafrios, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza. Em casos mais graves, a pele e os olhos costumam ficar amarelados, além de poder levar a morte por hemorragias e falência dos órgãos.

Formas de prevenção

A melhor forma de evitar a doença é pela vacinação. Os surtos de febre amarela são cíclicos, ou seja, ocorrem de tempos em tempos no Brasil. Por isso, é importante estar protegido.

Hoje em dia, temos duas formas da vacina: a dose completa e a dose fracionada. Anteriormente, era necessário tomar outra dose da vacina completa após 10 anos, mas estudos indicaram que essa revacinação não é necessária.

No caso da vacina fracionada, a regra da segunda dose após 10 anos ainda se aplica, principalmente para crianças de 9 meses até 5 anos de idade. Dependendo da idade avançada, o caminhoneiro deve passar por uma avaliação médica antes de receber a dose.

Além da vacinação, o uso de roupas compridas e repelentes para mosquitos são formas bastante válidas para evitar picadas dos mosquitos transmissores.

Vacinação da febre amarela

Existem postos de saúde e hospitais por todo o país que oferecem a vacina. Atualmente, é possível até encontrar ações gratuitas de vacinação em postos e concessionárias nas rodovias.

É importante lembrar que certos grupos de pessoas não devem tomar a vacina. São eles:

  • Pessoas com imunossupressão secundária à doença ou a terapias.
  • Transplantados e quem recebe quimioterapia, radioterapia e corticoides em doses elevadas).
  • Pacientes em uso de medicações anti-metabólicas ou medicamentos modificadores do curso da doença (Infliximabe, Etanercepte, Golimumabe, Certolizumabe, Abatacept, Belimumabe, Ustequinumabe, Canaquinumabe, Tocilizumabe, Rituximab).
  • Pessoas que apresentaram reação de hipersensibilidade grave ou doença neurológica após dose prévia da vacina.
  • Pessoas com reação alérgica grave ao ovo.
  • Pacientes com história pregressa de doença do timo (miastenia gravis, timoma).

O que fazer em caso de contaminação?

Caso o caminhoneiro identifique algum desses sintomas, ele deve procurar um médico o mais rápido possível, informá-lo se já foi vacinado e sobre todas as suas viagens de duas semanas anteriores.

Não existe um tratamento específico, ele é feito através de medicamentos como analgésicos e antitérmicos para controlar os sintomas.

NÃO SE AUTOMEDIQUE! Remédios comuns como AAS e aspirinas devem ser evitados, já que eles podem desencadear hemorragias devido a redução do fator de coagulação ideal do paciente.

Não perca tempo e procure saber se já está vacinado. Se ainda não é vacinado, vá a um posto de saúde e vacine o quanto antes. Mantenha sua saúde em dia e trabalhe com tranquilidade!

Deixe nos comentários sua opinião sobre esse artigo e qualquer outra informação sobre a febre amarela que possa ajudar outros caminhoneiros!

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